sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Conheça a história do ex-BBB Fernando Fernandes que após acidente ficou paraplégico, SUPERAÇÃO é seu lema


Sempre fui apaixonado por esportes. Praticava todos os que fossem possíveis, inclusive o futebol, passando por categorias de base de alguns clubes, até me profissionalizar, aos 17 anos. Um ano depois, porém, fui convocado para o Exército Brasileiro, de onde saí com 19 anos. Então fui passar seis meses na califórnia, onde estudei inglês. Paralelamente às atividades esportivas, eu trabalhava como modelo, e ao voltar para o Brasil aceitei o convite de uma agência e fui morar em Nova York, e ainda que morando em um bairro considerado pobre, o Harlem, passei a desfrutar de todos os privilégios de um modelo internacional.

Em uma manhã, recebi uma ligação de minha mãe dizendo que estava havendo uma Guerra nos Estados Unidos. Mal sabia eu que estava na cidade do atentado ao World Trade Center. Isto gerou um caos, pois não podíamos fazer nada além de esperar em casa para saber o que estava acontecendo. Passamos dias na indecisão, porém resolvi que não voltaria ao Brasil, pois aquela seria uma oportunidade única. A partir de então, vários trabalhos surgiram, como campanhas da Abercrombie & Fitch com um dos maiores fotógrafos do mundo, Bruce Weber. Desfilei para Calvin Klein e outros trabalhos um pouco menores, como Coogi Austrália. Ao final da temporada e do ano retornei ao Brasil.



De volta ao lar, segui treinando boxe, como fiz ao longo de todo o período em que estive no mundo da moda, e voltando de um treino fui abordado na rua por um rapaz que se dizia “olheiro” e me convidou para participar da segunda edição do Big Brother Brasil. No início não estava muito confortável com a idéia, cheio de dúvidas, mas aceitei gravar um vídeo teste. Duas semanas depois eu já estava dentro do programa. Lá permaneci por três semanas e fiz algumas amizades que conservo até hoje.

Quando saí do programa resolvi estudar teatro e morar no Rio de Janeiro. Este período me deu muito prazer, e acabei participando de três peças. “Endependência”, de João Brandão; “A Missão Secreta de Tom Rilver”, de Moises Bittencourt; e “O Ateneu”, dirigido por Leo Bricio, Andre Mattos e Gaspar Filho. Esta última experiência foi incrível, pois contracenei com 42 jovens e montávamos e desmontávamos cenários em cada passagem de cena. E mesmo encontrando no teatro um momento muito especial da minha vida, ficou claro que esta não seria a carreira que eu seguiria.

Nesses anos todos eu continuava praticando Boxe e cursava faculdade de Educação Física. No Boxe cheguei a ser campeão carioca iniciante amador, treinando com o professor Raff Giglio, no Morro do Vidigal. Também participava do "Futebol de artistas", pelo qual viajava o país todo fazendo partidas beneficentes. Minha carreira de modelo sempre me seguia e era de onde eu tirava o meu sustento e um certo conforto. Nesta época conheci o fotógrafo Mario Testino, que me fotografou para revista Vogue alemã, e no fim de 2009 recebi o convite para estrelar a campanha de perfumes da Dolce & Gabbana com as tops Naomi Campbell, Claudia Schifer e Eva Herzigova. Isso alavancou minha carreira e recebi diversos convites de agencias internacionais. Passei uma temporada em Atenas, Grécia. Voltei para o Brasil, mas o regresso a Europa já estava programado, e a intenção era passar diversas temporadas trabalhando por lá.



No dia 4 de Julho estes planos foram interrompidos. Na volta para casa após uma partida de futebol acabei dormindo ao volante e acordando em um lugar cheio de luzes e cheio de pessoas com roupas brancas. Cheguei a me perguntar se ali seria o céu, pois ainda estava sob efeito de fortes medicamentos e analgésicos. Mas a situação foi se acalmando, fui tomando consciência dos fatos e entendi que estava em um hospital. Percebi que não estava sentindo minhas pernas e aquela sensação me causou desespero, porém uma força enorme, que não sei de onde veio, me tranqüilizou e comecei a viver dia após dia. Passei cinco dias na UTI, mas ali já sabia que estava fora de risco. Estava internado em um hospital público, mas com pessoas de extrema competência. Todos foram muito humanos e profissionais.


Familiares e amigos foram muito importantes no dia a dia, pois me serviam de "combustível" para não deixar "meu carro afogar". Passei um mês internado e logo fui para casa, onde fiquei por mais um mês. No terceiro mês fui para Brasília, no Hospital de Reabilitação Sarah, onde encontrei um lugar com pessoas que estariam vivendo uma realidade parecida com a minha. Lesões medular, lesões cerebrais e todo tipo de problemas. Isso me fortaleceu demais, pois pude ver que por mais difícil que fosse meu problema, ali tinha pessoas com dificuldades bem maiores, lutando com toda garra pela vida. Eu já estava decidido que não iria me entregar, e quando cheguei lá tive a certeza que realmente não me entregaria e sim deveria agradecer a DEUS pela oportunidade dada. Dei início à fisioterapia e posteriormente aos treinos físicos, mesmo que bem leves. Meu objetivo principal, logicamente era voltar a andar, porém não iria parar minha vida para esperar este momento, apesar de dar toda a minha dedicação por ele. Iniciei minhas atividades esportivas com musculação, corridas na cadeira, e caminhadas com ortese na fisioterapia. Isso me proporcionava um enorme prazer, poder me superar a cada dia. Foi então que me veio à cabeça a corrida de São Silvestre.

Com apenas três meses de lesão decidi que participaria da corrida que aconteceria três meses depois. Desde então meus treinamentos foram voltados para esse objetivo, paralelamente com a fisioterapia, pois a vontade de andar, sem dúvida, predomina. Aos quatro meses de Lesão fui transferido para a Sarah Lago Norte, que já seria um local voltado para reabilitação, diferente do outra Sarah que era voltado à parte Clínica. Lá pude dar ênfase aos treinos e me preparar para maratona. No dia 23 de dezembro voltei para São Paulo para passar as festas de Fim de Ano com minha família. O carinho dos meus pais, irmãos, parentes e amigos me fortaleceu muito, mas não conseguia deixar de pensar na corrida. E no dia 31 estava eu lá, no meio da Avenida Paulista, pronto para ultrapassar aquele meu objetivo.

Quando foi dada a largada foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, pois foi um momento de reflexão. Apesar do "calor da prova" um filme se passou na minha cabeça relembrando minha vida toda ...... e isso me deu mais força para seguir os 15 km da corrida e enfrentar a subida da Av. Brigadeiro com a mão toda esfolada e em carne viva. Não poderia desistir de maneira alguma, pois eu sei que eu estava ali representando uma parte da população que estava vivendo momentos de dificuldades e que muitas vezes tem vergonha de sair de casa por preconceitos e pela falta de estrutura que temos no nosso pais.





E com o pneu furado acabei minha prova e ganhei o maior prêmio da minha vida, que foi o abraço de meus pais orgulhosos chorando por eu ter vencido essa "barreira". Hoje estou em São Paulo treinando e competindo numa modalidade diferente, a Canoagem, que me proporcionou não só um crescimento e engrandecimento físico como também mental. E ainda tenho  eESPERANÇA que as coisas vão melhorar, e enquanto isso vou ultrapassando e atropelando as dificuldades sem medo e utilizando a maior ferramenta que DEUS me deu, "O Esporte".

História da Biografia de Fernando Fernandes.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Conheça a História de Johnata Bastos, mesmo sem braços emocionou o Brasil na sua apresentação no SBT Astros



Eu sou Johnatha Bastos, 18 anos, moro em Barra Mansa – RJ com meus pais. Tenho certeza que esse testemunho não foi nos dado em vão, mas para que passássemos a outras pessoas e que servisse para a edificação delas. Não será diferente agora, em nome de Jesus.

                Nasci no ano de 1994, na cidade de Barra mansa e para os meus pais foi uma grande surpresa, pois eles não sabiam que eu seria um portador de necessidades especiais. Conta minha mãe, Simone Vitorino, 38 anos, que nas duas ultrassonografias que ela fez os médicos não viram que eu tinha os membros superiores incompletos e também o encurtamento no fêmur direito. Então, quando eu nasci ela percebeu que algo estava errado pelo semblante dos médicos e veio à notícia de que eu precisaria de alguns cuidados especiais. Medicada, adormeceu; quando acordou decidiu aceitar o filho, crendo na vontade de Deus e no que Ele tinha para nós. O meu pai, Ezequias Bastos, 42 anos, sentiu-se perturbado com a notícia e não sabia o que fazer, pois não era “o esperado”. Mas passado esse primeiro momento, assim como minha mãe, aceitou o propósito de Deus.
                Sempre tiveram todo cuidado necessário comigo, mas cobrando, educando, ensinando e assim me fazendo sentir que eu era especial sim, mas não por causa da ausência dos braços, mas sim porque era filho deles e a palavra diz que os filhos são benção.

O tempo foi passando e com três anos de idade eu sentava no primeiro banco da igreja a qual eu fazia parte na época e ficava observando e fazendo gestos conforme o baterista fazia. Também com essa idade cantava na igreja e meu avô tocava. Vendo isso, minha mãe e meus avós viram meu interesse pela música e me deram uma bateria, mas sem saber como eu tocaria. Tentaram amarrar as baquetas nos meus braços, tentaram muitas coisas, mas não sabiam que quem solucionaria esse dilema seria o nosso Deus!

                Com cinco anos, passei por algumas cirurgias por conta do encurtamento no fêmur, onde tive que me afastar da bateria. Mas o Senhor me deu alegria em todos esses momentos, mesmo como uma criança, mas com maturidade espiritual, sabendo que Deus iria agir e isso não me deixava desistir. Nesse tempo, o meu avô, Sebastião Vitorino, que sempre me incentivou tanto na música quanto pessoa, começou a me dar dicas de teclado e na época eu tocava com os pés. Mas a paixão da minha vida era bateria, então eu aprendi algumas músicas no teclado, mas sempre visando e sonhando com o meu retorno à bateria.
                Com oito anos, foi minha última e mais dolorosa cirurgia na perna: uma platina com nove pinos. Acredito que você ao ler isso se assustou não é? Pensamentos como “Como ele anda?” “Dá pra correr ou praticar algum exercício físico com essa platina?” são comuns. Pela graça de Deus também foi minha recuperação mais rápida e a resposta é Sim: dá pra andar, correr e até mesmo jogar futsal (uma grande paixão, mas só como hobby... rsrsrs). Um pouco antes disso eu já tinha voltado a tocar bateria, com uma perna só. Após essa cirurgia voltei a tocar com as duas pernas e com meus nove anos fui baterista oficial de uma igreja grande, para glória e honra exclusiva do Senhor!

                Aos onze, mudei de igreja e a bateria de lá desanimava qualquer baterista... (rsrsrsrs). Já o teclado dava gosto de tocar. Então, lá eu voltei a tocar teclado e o Senhor foi me abençoando e me ensinando a tocar por ouvido. Peguei muito amor pelo teclado e hoje é um dos instrumentos que mais me dedico, inclusive, tomou o lugar da bateria (rsrsrs).
                Recentemente aprendi a tocar guitarra... É, isso mesmo: Guitarra, com os pés (rsrsrs).

Isso só o Senhor quem faz! Já participei de workshops: no primeiro deles toquei a música Meus próprios meios (Oficina G3) com Juninho Afram (guitarra solo e líder) e Alexandre Aposan (baterista). Foi emocionante para todos nós, porque o meu maior sonho como músico era conhecer o Juninho e Deus realizou indo além: tocamos juntos e me apresentou o Aposan, muita benção! No segundo evento abri o workshop do Téo Dornellas, pra quem não sabe ele é o guitarrista do PG. Ano passado também participei da EXPO MUSIC, tocando no estande da Yamaha. O evento mais recente foi com André Mattos (ex vocal do Angra) e Marcelo Barbosa (guitarrista fenomenal, da banda Almah). Isto é poder de Deus, só Ele quem faz. Um garoto que não tem os dois braços, músico... Agora entra o tema que usamos ao contarmos nosso testemunho: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;”   1 Coríntios 1:27-28
O Senhor tem nos levado a muitos lugares (não só igrejas, escolas, clínicas de recuperação, todos precisam da palavra de Deus) para contarmos esse testemunho. E agora meus pais e todas as pessoas que vivenciaram aquele momento podem ver que quando Deus planeja algo sempre se realizará e será maior do que aquilo que nós pedimos ou pensamos.

Além desse ministério de testemunho em família (mãe, pai e irmão – Erick Bastos, nove anos, jovem baterista do ministério... rsrsrs) também faço parte de uma banda chamada Fonte Conexa FCX-7 e também pregamos e anunciamos a maravilhosa palavra do Senhor!
Bom, essa é minha história que Deus possa falar com vocês a cada dia: Força, ânimo, Jesus venceu o mundo, nós também podemos vencer. Aceite-o em sua vida, deixe-o agir e você verá o quão grande e amoroso, e transformador, e salvador Ele é!
Quem quiser me adicionar no Facebook ou assistir vídeos no Youtube é só procurar por JOHNATHA BASTOS. Caso você queira entrar em contato, marcar um culto, eventos, o email é: jb.tecladista@gmail.com tanto para banda, quanto para o ministério de testemunho em família! Para achar a banda no Facebook é só procurar FONTE CONEXA FCX7, ok?
Deus abençoe vocês, obrigado por lerem e obrigado pela oportunidade de mostrar um pouco do nosso trabalho, amém!
Recentimente ele se apresentou no Programa Atros do SBT além de mostrar sua habilidades nos instrumentos, levou emoção por todo o país pela sua Garra e Força superando limites que para muitos seriam impossíveis veja abaixo a apresentação dele no programa:


História Real de Johnata Bastos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CONHEÇA A HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E SUCESSO DO ATLETA DA NATAÇÃO BRASILEIRA PARAOLÍMPICA ANDRÉ BRASIL

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Nascido como uma criança normal, Andre foi vacinado. Foi então que com cerca de 3 meses de idade, sua mãe notou uma diferença entre as pernas: a esquerda era mais leve.
Levado ao médico, constatou-se que ele era vítima de Poliomelite (paralisia infantil) por reação vacinal. Aos seus pais, chegou a ser dito que ele nunca mais andaria e até que possivelmente teria problemas mentais.
 
No primeiro momento após a notícia, houve uma pequena rejeição por parte de seu pai, mas tomado por amor ao primeiro filho e pela necessidade evidente de travar uma batalha para que as seqüelas do vírus fossem minimizadas; rapidamente isso foi superado. Carlos e Tania se viram obrigados a iniciar o que podemos chamar de um verdadeiro tratamento de choque: submeter o filho a uma terapia que utilizava o choque como meio de estimulo elétrico para que o músculo respondesse e gerasse movimento.
Isso foi feito até que outro médico indicou a natação como forma de tratamento e principalmente atividade lúdica para que uma criança tão jovem não sofresse com o desgaste de intenso trabalho. 
Tania, sua mãe, chegou a ser chamada de louca por vizinhos, pois levava Andre às 6 da manhã para movimentar a perninha na piscina do prédio, fizesse chuva ou sol. Ela trabalhava em 3 empregos e este era o único horário que tinham juntos.
 
Andre passou sua infância em hospitais: até os 8 anos foram 7 cirurgias, várias terapias experimentais, muita natação e fisioterapia quase todos os dias... E muito choro: por não querer usar a calha (órtese) para dormir ou pelo cheiro do perfume da “torturadora” (a fisioterapeuta que o visitava em casa).
 
Aos 9 anos sua mãe atendeu ao pedido do filho: não faria mais cirurgias e passaria a viver como uma criança normal (até então ele não sabia se quer o que era jogar futebol).
 
Andre nunca teve privilégios. Apesar das dificuldades era tratado normalmente por seus pais e familiares. Recebia broncas e era reprimido quando necessário.
 
A natação foi de extrema importância na sua formação. Foi na borda de piscina que ele diz ter aprendido lições de disciplina, equipe e principalmente respeito! 
Tomou gosto pelo esporte e logo integrou uma equipe competitiva: e foi se aprimorando, ganhando títulos e aprendendo a sonhar com os feitos de Gustavo Borges e Fernando Scherer “XUXA”. 
 
Foi então que se deu conta: os resultados eram bons, mas não o suficiente para me levá-lo a participar de Jogos Olímpicos. Então afastou-se aos poucos daquilo que mais amava. 
Sua mãe, como sempre incentivando no que fosse preciso, percebeu que era o momento do estudo e Andre foi para a faculdade! Os treinos continuavam, mas sem a mesma intensidade.
 
Aos 20 anos, após assistir pela televisão as Paralimpíadas de Atenas; Andre descobriu um novo ídolo: Clodoaldo Silva. 
No mesmo evento conheceu um canadense que lhe chamou a atenção por ter a mesma deficiência que Andre: Benoit Huot – e que se tornaria um futuro adversário e um grande amigo pessoal.
Assim aquele sonho de infância de estar em uma Seleção e representar seu país reavivaram em sua mente! 
Em 2005 Andre entrou para o esporte Paralímpico e começou a competir com atletas com deficiência. Em sua primeira competição quebrou um recorde Mundial, na segunda outro, e na terceira mais outro recorde (todos eles eram então do amigo Benoit). 
 
E o mesmo meio que devolveu o sonho, o tirou... Ao participar de um evento, Andre foi considerado inelegível para o esporte. 
(Uma pessoa com deficiência era impedida de praticar a modalidade?)
 
Andre teve novamente que aprender como a vida é, e como é preciso acreditar e lutar para alcançar nossos objetivos. 
Graças a sua família: pais, amigos, técnico e ao Comitê Paralímpico Brasileiro que acreditou em seu potencial, em Abril de 2006 Andre se reergueu e conseguiu mais uma conquista: a de voltar ao esporte e mostrar ao mundo sua capacidade.
 
Com seus passos “mancos”, mas firmes, que sabem onde querem chegar, Andre não enxerga limites, só possibilidades. 


Acesse e saiba mais sobre ele: http://www.andrebrasil.com/home

“Eu quero, eu posso, eu consigo”





Veja mais sobre sua história:



História Real de André Brasil