sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Conheça a história do ex-BBB Fernando Fernandes que após acidente ficou paraplégico, SUPERAÇÃO é seu lema


Sempre fui apaixonado por esportes. Praticava todos os que fossem possíveis, inclusive o futebol, passando por categorias de base de alguns clubes, até me profissionalizar, aos 17 anos. Um ano depois, porém, fui convocado para o Exército Brasileiro, de onde saí com 19 anos. Então fui passar seis meses na califórnia, onde estudei inglês. Paralelamente às atividades esportivas, eu trabalhava como modelo, e ao voltar para o Brasil aceitei o convite de uma agência e fui morar em Nova York, e ainda que morando em um bairro considerado pobre, o Harlem, passei a desfrutar de todos os privilégios de um modelo internacional.

Em uma manhã, recebi uma ligação de minha mãe dizendo que estava havendo uma Guerra nos Estados Unidos. Mal sabia eu que estava na cidade do atentado ao World Trade Center. Isto gerou um caos, pois não podíamos fazer nada além de esperar em casa para saber o que estava acontecendo. Passamos dias na indecisão, porém resolvi que não voltaria ao Brasil, pois aquela seria uma oportunidade única. A partir de então, vários trabalhos surgiram, como campanhas da Abercrombie & Fitch com um dos maiores fotógrafos do mundo, Bruce Weber. Desfilei para Calvin Klein e outros trabalhos um pouco menores, como Coogi Austrália. Ao final da temporada e do ano retornei ao Brasil.



De volta ao lar, segui treinando boxe, como fiz ao longo de todo o período em que estive no mundo da moda, e voltando de um treino fui abordado na rua por um rapaz que se dizia “olheiro” e me convidou para participar da segunda edição do Big Brother Brasil. No início não estava muito confortável com a idéia, cheio de dúvidas, mas aceitei gravar um vídeo teste. Duas semanas depois eu já estava dentro do programa. Lá permaneci por três semanas e fiz algumas amizades que conservo até hoje.

Quando saí do programa resolvi estudar teatro e morar no Rio de Janeiro. Este período me deu muito prazer, e acabei participando de três peças. “Endependência”, de João Brandão; “A Missão Secreta de Tom Rilver”, de Moises Bittencourt; e “O Ateneu”, dirigido por Leo Bricio, Andre Mattos e Gaspar Filho. Esta última experiência foi incrível, pois contracenei com 42 jovens e montávamos e desmontávamos cenários em cada passagem de cena. E mesmo encontrando no teatro um momento muito especial da minha vida, ficou claro que esta não seria a carreira que eu seguiria.

Nesses anos todos eu continuava praticando Boxe e cursava faculdade de Educação Física. No Boxe cheguei a ser campeão carioca iniciante amador, treinando com o professor Raff Giglio, no Morro do Vidigal. Também participava do "Futebol de artistas", pelo qual viajava o país todo fazendo partidas beneficentes. Minha carreira de modelo sempre me seguia e era de onde eu tirava o meu sustento e um certo conforto. Nesta época conheci o fotógrafo Mario Testino, que me fotografou para revista Vogue alemã, e no fim de 2009 recebi o convite para estrelar a campanha de perfumes da Dolce & Gabbana com as tops Naomi Campbell, Claudia Schifer e Eva Herzigova. Isso alavancou minha carreira e recebi diversos convites de agencias internacionais. Passei uma temporada em Atenas, Grécia. Voltei para o Brasil, mas o regresso a Europa já estava programado, e a intenção era passar diversas temporadas trabalhando por lá.



No dia 4 de Julho estes planos foram interrompidos. Na volta para casa após uma partida de futebol acabei dormindo ao volante e acordando em um lugar cheio de luzes e cheio de pessoas com roupas brancas. Cheguei a me perguntar se ali seria o céu, pois ainda estava sob efeito de fortes medicamentos e analgésicos. Mas a situação foi se acalmando, fui tomando consciência dos fatos e entendi que estava em um hospital. Percebi que não estava sentindo minhas pernas e aquela sensação me causou desespero, porém uma força enorme, que não sei de onde veio, me tranqüilizou e comecei a viver dia após dia. Passei cinco dias na UTI, mas ali já sabia que estava fora de risco. Estava internado em um hospital público, mas com pessoas de extrema competência. Todos foram muito humanos e profissionais.


Familiares e amigos foram muito importantes no dia a dia, pois me serviam de "combustível" para não deixar "meu carro afogar". Passei um mês internado e logo fui para casa, onde fiquei por mais um mês. No terceiro mês fui para Brasília, no Hospital de Reabilitação Sarah, onde encontrei um lugar com pessoas que estariam vivendo uma realidade parecida com a minha. Lesões medular, lesões cerebrais e todo tipo de problemas. Isso me fortaleceu demais, pois pude ver que por mais difícil que fosse meu problema, ali tinha pessoas com dificuldades bem maiores, lutando com toda garra pela vida. Eu já estava decidido que não iria me entregar, e quando cheguei lá tive a certeza que realmente não me entregaria e sim deveria agradecer a DEUS pela oportunidade dada. Dei início à fisioterapia e posteriormente aos treinos físicos, mesmo que bem leves. Meu objetivo principal, logicamente era voltar a andar, porém não iria parar minha vida para esperar este momento, apesar de dar toda a minha dedicação por ele. Iniciei minhas atividades esportivas com musculação, corridas na cadeira, e caminhadas com ortese na fisioterapia. Isso me proporcionava um enorme prazer, poder me superar a cada dia. Foi então que me veio à cabeça a corrida de São Silvestre.

Com apenas três meses de lesão decidi que participaria da corrida que aconteceria três meses depois. Desde então meus treinamentos foram voltados para esse objetivo, paralelamente com a fisioterapia, pois a vontade de andar, sem dúvida, predomina. Aos quatro meses de Lesão fui transferido para a Sarah Lago Norte, que já seria um local voltado para reabilitação, diferente do outra Sarah que era voltado à parte Clínica. Lá pude dar ênfase aos treinos e me preparar para maratona. No dia 23 de dezembro voltei para São Paulo para passar as festas de Fim de Ano com minha família. O carinho dos meus pais, irmãos, parentes e amigos me fortaleceu muito, mas não conseguia deixar de pensar na corrida. E no dia 31 estava eu lá, no meio da Avenida Paulista, pronto para ultrapassar aquele meu objetivo.

Quando foi dada a largada foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, pois foi um momento de reflexão. Apesar do "calor da prova" um filme se passou na minha cabeça relembrando minha vida toda ...... e isso me deu mais força para seguir os 15 km da corrida e enfrentar a subida da Av. Brigadeiro com a mão toda esfolada e em carne viva. Não poderia desistir de maneira alguma, pois eu sei que eu estava ali representando uma parte da população que estava vivendo momentos de dificuldades e que muitas vezes tem vergonha de sair de casa por preconceitos e pela falta de estrutura que temos no nosso pais.





E com o pneu furado acabei minha prova e ganhei o maior prêmio da minha vida, que foi o abraço de meus pais orgulhosos chorando por eu ter vencido essa "barreira". Hoje estou em São Paulo treinando e competindo numa modalidade diferente, a Canoagem, que me proporcionou não só um crescimento e engrandecimento físico como também mental. E ainda tenho  eESPERANÇA que as coisas vão melhorar, e enquanto isso vou ultrapassando e atropelando as dificuldades sem medo e utilizando a maior ferramenta que DEUS me deu, "O Esporte".

História da Biografia de Fernando Fernandes.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Conheça a História de Johnata Bastos, mesmo sem braços emocionou o Brasil na sua apresentação no SBT Astros



Eu sou Johnatha Bastos, 18 anos, moro em Barra Mansa – RJ com meus pais. Tenho certeza que esse testemunho não foi nos dado em vão, mas para que passássemos a outras pessoas e que servisse para a edificação delas. Não será diferente agora, em nome de Jesus.

                Nasci no ano de 1994, na cidade de Barra mansa e para os meus pais foi uma grande surpresa, pois eles não sabiam que eu seria um portador de necessidades especiais. Conta minha mãe, Simone Vitorino, 38 anos, que nas duas ultrassonografias que ela fez os médicos não viram que eu tinha os membros superiores incompletos e também o encurtamento no fêmur direito. Então, quando eu nasci ela percebeu que algo estava errado pelo semblante dos médicos e veio à notícia de que eu precisaria de alguns cuidados especiais. Medicada, adormeceu; quando acordou decidiu aceitar o filho, crendo na vontade de Deus e no que Ele tinha para nós. O meu pai, Ezequias Bastos, 42 anos, sentiu-se perturbado com a notícia e não sabia o que fazer, pois não era “o esperado”. Mas passado esse primeiro momento, assim como minha mãe, aceitou o propósito de Deus.
                Sempre tiveram todo cuidado necessário comigo, mas cobrando, educando, ensinando e assim me fazendo sentir que eu era especial sim, mas não por causa da ausência dos braços, mas sim porque era filho deles e a palavra diz que os filhos são benção.

O tempo foi passando e com três anos de idade eu sentava no primeiro banco da igreja a qual eu fazia parte na época e ficava observando e fazendo gestos conforme o baterista fazia. Também com essa idade cantava na igreja e meu avô tocava. Vendo isso, minha mãe e meus avós viram meu interesse pela música e me deram uma bateria, mas sem saber como eu tocaria. Tentaram amarrar as baquetas nos meus braços, tentaram muitas coisas, mas não sabiam que quem solucionaria esse dilema seria o nosso Deus!

                Com cinco anos, passei por algumas cirurgias por conta do encurtamento no fêmur, onde tive que me afastar da bateria. Mas o Senhor me deu alegria em todos esses momentos, mesmo como uma criança, mas com maturidade espiritual, sabendo que Deus iria agir e isso não me deixava desistir. Nesse tempo, o meu avô, Sebastião Vitorino, que sempre me incentivou tanto na música quanto pessoa, começou a me dar dicas de teclado e na época eu tocava com os pés. Mas a paixão da minha vida era bateria, então eu aprendi algumas músicas no teclado, mas sempre visando e sonhando com o meu retorno à bateria.
                Com oito anos, foi minha última e mais dolorosa cirurgia na perna: uma platina com nove pinos. Acredito que você ao ler isso se assustou não é? Pensamentos como “Como ele anda?” “Dá pra correr ou praticar algum exercício físico com essa platina?” são comuns. Pela graça de Deus também foi minha recuperação mais rápida e a resposta é Sim: dá pra andar, correr e até mesmo jogar futsal (uma grande paixão, mas só como hobby... rsrsrs). Um pouco antes disso eu já tinha voltado a tocar bateria, com uma perna só. Após essa cirurgia voltei a tocar com as duas pernas e com meus nove anos fui baterista oficial de uma igreja grande, para glória e honra exclusiva do Senhor!

                Aos onze, mudei de igreja e a bateria de lá desanimava qualquer baterista... (rsrsrsrs). Já o teclado dava gosto de tocar. Então, lá eu voltei a tocar teclado e o Senhor foi me abençoando e me ensinando a tocar por ouvido. Peguei muito amor pelo teclado e hoje é um dos instrumentos que mais me dedico, inclusive, tomou o lugar da bateria (rsrsrs).
                Recentemente aprendi a tocar guitarra... É, isso mesmo: Guitarra, com os pés (rsrsrs).

Isso só o Senhor quem faz! Já participei de workshops: no primeiro deles toquei a música Meus próprios meios (Oficina G3) com Juninho Afram (guitarra solo e líder) e Alexandre Aposan (baterista). Foi emocionante para todos nós, porque o meu maior sonho como músico era conhecer o Juninho e Deus realizou indo além: tocamos juntos e me apresentou o Aposan, muita benção! No segundo evento abri o workshop do Téo Dornellas, pra quem não sabe ele é o guitarrista do PG. Ano passado também participei da EXPO MUSIC, tocando no estande da Yamaha. O evento mais recente foi com André Mattos (ex vocal do Angra) e Marcelo Barbosa (guitarrista fenomenal, da banda Almah). Isto é poder de Deus, só Ele quem faz. Um garoto que não tem os dois braços, músico... Agora entra o tema que usamos ao contarmos nosso testemunho: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;”   1 Coríntios 1:27-28
O Senhor tem nos levado a muitos lugares (não só igrejas, escolas, clínicas de recuperação, todos precisam da palavra de Deus) para contarmos esse testemunho. E agora meus pais e todas as pessoas que vivenciaram aquele momento podem ver que quando Deus planeja algo sempre se realizará e será maior do que aquilo que nós pedimos ou pensamos.

Além desse ministério de testemunho em família (mãe, pai e irmão – Erick Bastos, nove anos, jovem baterista do ministério... rsrsrs) também faço parte de uma banda chamada Fonte Conexa FCX-7 e também pregamos e anunciamos a maravilhosa palavra do Senhor!
Bom, essa é minha história que Deus possa falar com vocês a cada dia: Força, ânimo, Jesus venceu o mundo, nós também podemos vencer. Aceite-o em sua vida, deixe-o agir e você verá o quão grande e amoroso, e transformador, e salvador Ele é!
Quem quiser me adicionar no Facebook ou assistir vídeos no Youtube é só procurar por JOHNATHA BASTOS. Caso você queira entrar em contato, marcar um culto, eventos, o email é: jb.tecladista@gmail.com tanto para banda, quanto para o ministério de testemunho em família! Para achar a banda no Facebook é só procurar FONTE CONEXA FCX7, ok?
Deus abençoe vocês, obrigado por lerem e obrigado pela oportunidade de mostrar um pouco do nosso trabalho, amém!
Recentimente ele se apresentou no Programa Atros do SBT além de mostrar sua habilidades nos instrumentos, levou emoção por todo o país pela sua Garra e Força superando limites que para muitos seriam impossíveis veja abaixo a apresentação dele no programa:


História Real de Johnata Bastos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CONHEÇA A HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E SUCESSO DO ATLETA DA NATAÇÃO BRASILEIRA PARAOLÍMPICA ANDRÉ BRASIL

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Nascido como uma criança normal, Andre foi vacinado. Foi então que com cerca de 3 meses de idade, sua mãe notou uma diferença entre as pernas: a esquerda era mais leve.
Levado ao médico, constatou-se que ele era vítima de Poliomelite (paralisia infantil) por reação vacinal. Aos seus pais, chegou a ser dito que ele nunca mais andaria e até que possivelmente teria problemas mentais.
 
No primeiro momento após a notícia, houve uma pequena rejeição por parte de seu pai, mas tomado por amor ao primeiro filho e pela necessidade evidente de travar uma batalha para que as seqüelas do vírus fossem minimizadas; rapidamente isso foi superado. Carlos e Tania se viram obrigados a iniciar o que podemos chamar de um verdadeiro tratamento de choque: submeter o filho a uma terapia que utilizava o choque como meio de estimulo elétrico para que o músculo respondesse e gerasse movimento.
Isso foi feito até que outro médico indicou a natação como forma de tratamento e principalmente atividade lúdica para que uma criança tão jovem não sofresse com o desgaste de intenso trabalho. 
Tania, sua mãe, chegou a ser chamada de louca por vizinhos, pois levava Andre às 6 da manhã para movimentar a perninha na piscina do prédio, fizesse chuva ou sol. Ela trabalhava em 3 empregos e este era o único horário que tinham juntos.
 
Andre passou sua infância em hospitais: até os 8 anos foram 7 cirurgias, várias terapias experimentais, muita natação e fisioterapia quase todos os dias... E muito choro: por não querer usar a calha (órtese) para dormir ou pelo cheiro do perfume da “torturadora” (a fisioterapeuta que o visitava em casa).
 
Aos 9 anos sua mãe atendeu ao pedido do filho: não faria mais cirurgias e passaria a viver como uma criança normal (até então ele não sabia se quer o que era jogar futebol).
 
Andre nunca teve privilégios. Apesar das dificuldades era tratado normalmente por seus pais e familiares. Recebia broncas e era reprimido quando necessário.
 
A natação foi de extrema importância na sua formação. Foi na borda de piscina que ele diz ter aprendido lições de disciplina, equipe e principalmente respeito! 
Tomou gosto pelo esporte e logo integrou uma equipe competitiva: e foi se aprimorando, ganhando títulos e aprendendo a sonhar com os feitos de Gustavo Borges e Fernando Scherer “XUXA”. 
 
Foi então que se deu conta: os resultados eram bons, mas não o suficiente para me levá-lo a participar de Jogos Olímpicos. Então afastou-se aos poucos daquilo que mais amava. 
Sua mãe, como sempre incentivando no que fosse preciso, percebeu que era o momento do estudo e Andre foi para a faculdade! Os treinos continuavam, mas sem a mesma intensidade.
 
Aos 20 anos, após assistir pela televisão as Paralimpíadas de Atenas; Andre descobriu um novo ídolo: Clodoaldo Silva. 
No mesmo evento conheceu um canadense que lhe chamou a atenção por ter a mesma deficiência que Andre: Benoit Huot – e que se tornaria um futuro adversário e um grande amigo pessoal.
Assim aquele sonho de infância de estar em uma Seleção e representar seu país reavivaram em sua mente! 
Em 2005 Andre entrou para o esporte Paralímpico e começou a competir com atletas com deficiência. Em sua primeira competição quebrou um recorde Mundial, na segunda outro, e na terceira mais outro recorde (todos eles eram então do amigo Benoit). 
 
E o mesmo meio que devolveu o sonho, o tirou... Ao participar de um evento, Andre foi considerado inelegível para o esporte. 
(Uma pessoa com deficiência era impedida de praticar a modalidade?)
 
Andre teve novamente que aprender como a vida é, e como é preciso acreditar e lutar para alcançar nossos objetivos. 
Graças a sua família: pais, amigos, técnico e ao Comitê Paralímpico Brasileiro que acreditou em seu potencial, em Abril de 2006 Andre se reergueu e conseguiu mais uma conquista: a de voltar ao esporte e mostrar ao mundo sua capacidade.
 
Com seus passos “mancos”, mas firmes, que sabem onde querem chegar, Andre não enxerga limites, só possibilidades. 


Acesse e saiba mais sobre ele: http://www.andrebrasil.com/home

“Eu quero, eu posso, eu consigo”





Veja mais sobre sua história:



História Real de André Brasil


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As lentes inclusivas de Kica de Castro



Já dizia o poeta que todo artista tem de ir onde o povo está. Mas quando o público nem imagina que é possível superar os limites físicos para ganhar destaque nos editoriais de moda e anúncios publicitários, onde este artista deve estar?Afinal de contas, de que público estamos falando?
No Brasil, temos uma nação formada por 45 milhões de pessoas que tenham algum tipo de deficiência. Pessoas, praticamente excluída em muitos de seus direitos. Se os assuntos básicos, direito de ir e vir, lei de cotas, educação inclusiva, entre outros pontos não são respeitados, o que se pode imaginar de seguimento rígido em regras e que determina padrões de beleza? Que a inclusão pela moda, é praticamente impossível. 
Na contramão de regras e determinações impostas pela sociedade, surge uma luz no fim do túnel. Onde muitas pessoas só conseguem ver o preconceito, a publicitária e fotógrafa Kica de Castro, com suas lentes inclusivas vê a beleza em pessoas com alguma deficiência. Sua experiência vem das atividades fotográficas que desenvolvia em um centro de reabilitação para pessoas com deficiência física, entre os anos de 2002 a 2007. Foram cinco anos de contato direto com muitos sonhos em comum, o de ser modelo profissional com deficiência. Vários contatos foram feitos com agências e produtoras e as oportunidades não apareciam, foi então que em 2007, Kica apostou nesse mercado de trabalho, deixando o seu emprego fixo e abrindo a sua própria empresa. Surge então à primeira agencia de modelos, onde o casting é formado 100% por profissionais com alguma deficiência. “Costumo dizer que surgiu primeiro a oportunidade, para depois formar o artista. Eu estava no local certo e soube escutar as pessoas. Apostei no projeto e hoje colhemos os frutos que plantamos no passado” – relata Castro. 
Objetivo da agencia e provar que beleza e deficiência não são palavras contraditórias e que os aparelhos ortopédicos (cadeira de rodas, muletas, bengalas...) podem ser considerados um acessório de moda. 
A criatividade esta presente em todo momento em poses e ângulos. 

Confiram algumas imagens:




Julio Teruyu, modelo fotográfico, com amputação de membro inferior,
com o seu grupo de pagode, Só Resenha, no metrô Sé, fazendo uma roda
de samba no dia 21 de setembro, dia nacional da luta das pessoas com
deficiência. No local também estava presente a exposição, Vidas em
Cenas.





A modelo Caroline Marques, em desfile para estilista de moda
inclusiva, Candida Cirino, no Fashion Mob 2011






Juliana Caldas, atriz e modelo com nanismo, em editorial para a marca
Fator Brasil, moda inclusiva para pessoas com nanismo.




Maraísa Proença, modelo com amputação de membro inferior.Foto que fez
parte da exposição "Toda nudez vai ser revelada"




Rayane Landim
Rayane Landim, modelo com paralisia cerebral em ensaio sensual.





Reportagem Leska Reis
Fotos KiKa de Castro

Conheça a História de Flavio Lúcio Peralta que após levar um choque elétrico passou a ser portador de deficiência mas usou a mesma para conscientizar outros para que não passem pela mesma situação veja:


Ele era eletricista e, durante a rotina do trabalho, no inverno de 1997, levou um choque de 13.800V, quando fazia ajustes em um poste de alta tensão. Para não perder a vida, o eletricista teve os braços amputados. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles, conta Flávio Lucio Peralta, hoje com 35 anos. Peralta passou por diversas cirurgias, fez implantes e usa próteses. Mais que recuperar os movimentos dos braços, o ex-eletricista recuperou a auto-estima e, hoje através deste site, ajuda pessoas com problemas semelhantes. Ele mantém este com muito esforço de dedicação, mostrando que é possivel passar por um problema desse sem perder a vontade de viver e ainda ajudar seu semelhante..

Informações sobre tratamentos de saúde, lançamento de produtos, dicas para melhorar a qualidade de vida e notícias gerais e sobre descobertas científicas. Até aí nada de mais. Ocorre que essa variedade de temas faz parte de um site pouco comum, direcionado para pessoas que tiveram algum membro do corpo amputado.

Criado pelo ex-eletricista Flavio Lúcio Peralta (35 anos), o site Amputados Vencedores (www.amputadosvencedores.com.br) ajuda pessoas com deficiências a reconstruir suas vidas, elevando a auto-estima. Na seção atletas amputados, o criador do site, por exemplo, relaciona fotos de modalidades diferentes mostrando que as pessoas com deficiência podem vencer em suas carreiras profissionais. Segundo Flávio Peralta, o endereço eletrônico recebe em média de 50.000 mil visitas ao mês
Ele disponibiliza no site um acervo com depoimentos de pessoas que são deficientes físicas e estão vencendo as dificuldades. São testemunhos como o do ex-campeão mundial de iatismo Lars Grael que teve a perna amputada após ter sido atingido por uma lancha quando velejava, e de muitos outros vencedores que têm o mesmo problema, explicou Flávio.
O site têm informações sobre legislação que garantem os direitos e facilitam a vida da pessoa com deficiência e como exigir a efetivação dos benefícios previstos em leis como, por exemplo, entradas grátis em eventos culturais e esportivos. A produção do site ainda destina seções para dicas, fotos de próteses, reportagens, descobertas cientificas que ajudam pessoas com o problema.
A proposta de criação do site partiu de Flávio que, durante o trabalho como eletricista, levou um choque de 13.800V, quando fazia ajustes em um poste de alta tensão. No dia 21 de agosto de 1997, Flávio teve os braços amputados para que os médicos pudessem salvar sua vida. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles, escreveu Flávio Peralta para o jornal ComTexto.

leiam depoimento de Flávio:

No dia 21 de agosto de 1997 seria o dia em que mudaria toda a minha vida.
Trabalhava em uma empresa que fazia troca de transformador de alta tensão. Logo após o almoço saímos para fazer uma troca em uma chácara. Chegando ao local preparamos todas as ferramentas para executar o serviço. Logo em que subi a escada seria o momento em que levaria um choque de 13.800 volts,ficando pendurando ao poste e preso ao cinto, o que evitou que caísse lá de cima. Graças à equipe de resgate, que chegou logo ao local, eu fui retirado de cima.
Aí começaria toda uma longa historia em minha vida. Chegando ao hospital com os braços queimados e parte do pé esquerda machucado, fui parar direto na UTI, mas a preocupação não seria essa no momento, mas sim com a parte interna do meu corpo. Meu rim não estava funcionando e se ele não funcionasse eu estaria morto hoje. Fazia três dias que estava urinando sangue, mas graças a Deus ele começou a funcionar. Após passar isso, a nova preocupação seria em tentar recuperar os meus braços que estavam queimados, devido ao choque. Mas, infelizmente não teria, mas jeito e a única possibilidade seria a amputação dos braços. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles.
Após fazerem a amputação houve uma infecção nos braços e tive que voltar para a sala de cirurgia para amputar mais uma parte dos braços.
Depois começou a parte dos curativos. Quando a enfermeira chegava no quarto dava vontade de sair correndo. Com os braços abertos para fazer a limpeza senti uma dor insuportável. Então colocavam gazes na minha boca para poder gritar de dor e para que as outras pessoas não se assustassem com os meus gritos.
Passou a fase de curativos. Agora seria o momento de fazer uma plástica no que restou. O médico tirou a pele da minha perna para fazer o enxerto nos braços. Para essa cirurgia foi necessário ficar no hospital uns 40 dias.
Após a recuperação viria o momento de deixar os braços preparados para colocação das próteses. Mas, meu braço esquerdo, o qual sobrou o cotovelo, teria que aumentar mais ou menos 6 cm, através da colocação de um aparelho, chamado Ilizarove
Nesta cirurgia, coloca-se um aparelho com um monte de ferro dentro do osso. Nesse momento as dores foram insuportáveis. Mas, deu tudo certo. Quando fui tirar este aparelho tive um choque anafilático, causado pela anestesia. E lá fui eu parar na UTI de novo. Ocorreu tudo bem e fui embora no outro dia.
Agora teria que fazer um enxerto na pele que estava fina se não suportaria a prótese.
Vamos lá de novo para cirurgia. O médico tentou tirar a pele da barriga, mas houve rejeição. Tive então, que colar o braço na barriga por 30 dias. Aí, deu certo. A pele da barriga foi parar na ponta do braço. Essa cirurgia existe a mais de 50 anos. Depois de tudo isto já tinha feito mais de 11 cirurgias. e estava pronto para fazer colocação das próteses.
Hoje vivo muito bem sem os meus braços e a cada dia agradeço a Deus por ter me dado minha vida de volta.
Independente de ser um deficiente físico, amputado, hoje percebo que qualquer pessoa está sujeita a muitos preconceitos. Esses sempre vão existir.
Depois de ter passado por uma experiência como essa, dou valor muito mais na vida.
Consegui colocar minhas próteses e me adaptei muito bem.
Estou casado após o acidente e sou pai de um menino. E lutei muito para idealizar o site
À partir de 2006 iniciei a carreira de palestrante, fazendo palestras na área da segurança do trabalho e Sipat/Cipa.
Tive o privilégio de criar a cartilha “Vamos Praticar Segurança no Trabalho e ser o autor do livro Amputados Vencedores – Porque a Vida Continua, lançado em 2010.Divulgado Faustão Tv Globo,2012 Lançamos OS PERALTA

POR TUDO ISSO, AGRADEÇO AOS MEUS PAIS, MEUS FAMILIARES E AMIGOS PELO APOIO E PELA FORÇA QUE ME DERAM.


TAMBÉM AGRADEÇO ÀS PESSOAS QUE ME FIZERAM DESCOBRIR O QUE ERA O AMOR: A MINHA ESPOSA JANE E AO MEU FILHO VINICIUS.





HISTÓRIA REAL DE FLÁVIO PERALTA.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Alcindo Carvalho tetrapégico a 7 anos mostra que mesmo sem se movimentar muito é capaz, Veja:



Alcindo Teve um acidente de carro há 7 anos, de Panorama, Sao Paulo ficou tetraplégico e nem por isso deixa de ser feliz. Há dois anos utiliza um computador por comandos de voz.
'Assisto filmes, tenho msn, orkut, Facebook e outros, mas o que eu gosto mesmo é de cantar e tocar gaita, nessa apresentação agradeço a Professora Márjuri pelas partituras, ao meu irmão Eudes que fez a gentileza de gravar e ao Eder Johnson pela edição. Espero que gostem."palavras de Alindo.
Esta história de Superação fica de exemplo a muitas pessoas que reclamam da vida tento todos os membros perfeitos pois ele mesmo sem faz a diferença e é FELIZ, assistam o vídeo abaixo onde ele toca com a boca a música Imagine de John Lennon transportada na escala diatônica na gaita cromática de 64 vozes.




História Real de Alcindo Carvalho
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Emocionante Veja a História de Franklin Heguedusch que junto com a família encontram forças para a superação



Conheça a história de Franklin Heguedusch, um jovem que após um acidente onde capotou o seu carro e foi jogado para fora do mesmo tendo a partir dai uma séria lesão na coluna, veja no vídeo abaixo o depoimento dele,de sua mãe e pai onde juntos buscam formas para a melhor condição e qualidade de vida de Franklin e conquistam cada vez mais a superação do filho para que possa voltar a andar:





História Real de Franklin Heguedusch
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

VEJA A HISTÓRIA DE NICK VUJICIC!!

BEM VINDO!!


OLÁ SOU MATEUS GRASSI, EDITOR DESTE BLOG, VENHO COM ESTE BLOG MOSTRAR ALGUMAS HISTÓRIAS DE VIDA REAIS, TRAZENDO UMA REFLEXÃO COM CADA UMA DELAS, SENDO BOAS OU RUINS, MAIS COM A ESSÊNCIA DE QUE É POSSÍVEL SUPERAR SEMPRE E NUNCA PERDER A FÉ, SABEMOS QUE DEUS FAZ EM FAVOR DOS SEUS, PORÉM A MUITA COISA QUE DEPENDE DE NOSSOS ATOS, ENCARAR UM PROBLEMA DE FRENTE E SUPERA-LÓS.
ESPERO QUE CADA HISTÓRIA CONTADA AQUI POR MIM, SIRVA DE EXEMPLO, FORÇA OU MOTIVAÇÃO,POIS TEM SEMPRE ALGUÉM QUE TEM PROBLEMAS PIORES DO QUE OS NOSSOS, CADA HISTÓRIA AQUI DESCRITA TEM O TOTAL AVAL DA PRÓPRIA  PESSOA.

FÉ E ALEGRIA: PALAVRAS QUE MOVEM A VIDA DE MATEUS GRASSI, CONHEÇA A HISTÓRIA!


Falarmos de nós mesmos é um pouco complicado, mais vou deixar aqui um testemunho de que DEUS tem feito em minha vida .
No ano de 2006 saí de minha cidade natal Orlândia indo para a Capital de São Paulo a procura de melhores condições de vida, cujo esta emprego, permaneci lá por 2 anos mais ou menos, em uma bela noite, veio um rapaz  para me assaltar, eu assustado vi algo prata na mão dele e sai correndo, quando ouvi vários tiros, cai no chão, só percebi que um tiro tinha me acertado pois vi muito sangue, não entendi no momento porque não me mexia, mais com o desespero e medo de morrer só pensava em gritar pedindo SOCORRO, o marginal me viu no chão, roubou-me e fugiu.
Vizinhos da redondeza da onde eu estava chamaram o resgate, não me lembro de muita coisa, só me lembro que ainda no chão uma senhora chegou perto de mim e eu a pedi a ela que por favor não me deixa-se morrer, ela me que eu não iria morrer.
Lembro-me que no outro dia Domingo o médico chegou até mim no quarto e me diz com todas as palavras' VOCÊ NÃO IRÁ ANDAR MAIS', e que eu só teria que tirar o projétil pois a bala tinha acertado minha medúla e a rompido, e que o meu caso é irreversível, saibam que aquela total sinceridade do médico não me abalou e nem me desesperou, encarei como a MINHA VERDADEIRA NOVA VIDA.
Me lembro com total clareza,isso foi um propósito de Deus em minha vida, mais para o BEM,pois sentia seu preparo semanas antes desse assalto, realmente DEUS me preparou e me alertou que viria uma GRANDE mudança.
No começo da lesão creio que em quase todos os casos de pessoas que se acidentam e fraturam a medula ou coluna fica a Esperança VOU ANDAR EM BREVE, isso era o que me movia nos primeiros anos de lesão, voltamos a ser literalmente crianças, pois os familiares ou enfermeiras nos trocam, dão banho, fazem curativos,dão comidas e etc, minha lesão no começo foi total, não mexia os braços de forma nenhuma, quando meus familiares receberão a notícia do hospital era com o diagnóstico TETRAPLEGIA, lembro como se fosse hoje, não via minha família desde que tinha ido embora para a capital, minha mãe chegando no hospital e vendo o estado em que eu estava, ela foi muito forte claro muito triste e sem ação por dentro, mais por fora GRANDE guerreira para o que der e vier.
Ela foi sim uma das GRANDES responsáveis pela minha recuperação pois não me dava moleza e nem tinha dó, foi muito firme, isso fez toda a diferença.
Minhas mãos voltaram em um ano mais ou menos com muito exercício e fisioterapia me impressiono até hoje pois eu dependia de outras pessoas até para comer e hoje eu empurro minha própria cadeira, como, escrevo, tomo banho normal,tenho algumas sensações nas costas, barriga, pernas e pés, muito poucas mas não mecho, pois fiquei sem uma parte da medula, para que isso possa voltar só sendo um milagre de Deus ou a liberação das células tronco para que minha medula pode-se talves com esse procedimento se regenerar, ainda está em testes, mais já comprovado que nervos e alguns músculos se regeneram com esta técnica.Sou hoje formado em Marketing, outro desafio em minha vida, estudar e adaptar-se a realidade do mundo e pessoas, foi uma experiência incrível pois aprendi muito além dasmatérias do curso.

Equipe TCC de Marketing

Apresentando o TCC de Marketing
Pessoas que fizeram a diferença junto comigo na sala do Marketing
                                                                   FORMATURA

DIA DA FORMATURA, MOMENTO INESQUECÍVEL

8 anos depois é com muita emoção que descrevo tudo isso pois NUNCA, imaginei que chegaria tão longe, como NUNCA imaginei que me encontraria em uma cadeira de rodas, e saibam SOU MUITO MAIS FELIZ que antes, pois agora tenho a JESUS  e tenho pessoas verdadeiras do meu lado,Deus tem me usado para que atráves da palavra, eu testemunhe SALVAÇÃO E SUPERAÇÃO, porque Deus permitiu ambos em minha vida, só tenho que agradecer pois eu CREIO que muita coisa Deus tem a fazer na minha vida mesmo andando sobre rodas ,essa é minha história traduzida em Sofrimento, Mudança, Superação, Fé mais com Deus presente desde o começo.Meu sonho maior agora é cursar a Faculdade de Publicidade e Jornalismo, adoro ambas as profissões e sei que DEUS me abençoará como já tem feito!

História Real Mateus Grassi.
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A VIDA CONTINUA...CONHEÇA A HISTÓRIA DE MAURÍCIO FRIGO, CADEIRANTE A 7 ANOS


A vida continua ...

            A vida tomou rumo diferente em uma noite fria e chuvosa no mês de julho de 2006, quando voltava para casa de uma festa julina do colégio onde cursou o ensino médio. Conduzindo uma motocicleta ao tentar efetuar uma ultrapassagem em um carro veio a colidir, isso porque o mesmo entrou em uma esquina sem dar seta,tendo como seqüelas lesão medular (T4) e fratura na clavícula esquerda.
            Após ser socorrido, foi enviado ao hospital de uma cidade que fica a 100 km de onde resido, dois dias depois passando por cirurgia e com mais 45 dias hospitalizado conseguiu alta.
            Não estava muito preocupado com a situação apesar de continuar dormindo em uma cama de hospital em um quarto improvisado na sala de casa e usar fraldas, devia ser porque não sentia dor alguma ou quem sabe por não ter clareza do que é uma lesão medular, simplesmente achando que em  alguns meses os movimentos voltam.
             Horas, dias e meses foram passando e o Mauricio continuava na mesma, aí aos poucos foi caindo a fixa, pensou “putz o troço é complicado mesmo”. Quem mais sofria era os familiares do que ele que estava  esticado na cama, até na época bateu uma mega depressão em sua mãe. Deve ter sido porque coincidiu o acidente no mesmo dia em que um irmão dela faleceu e velo em um leito de hospital, não deve ser nada fácil para uma mãe, isso o deixava mais mal do que estar sem movimentos, mas com o tempo  ela  saiu dessa.
Passou-se quase um ano e ele conseguiu uma vaga para internar na Rede Sarah Kubitschek(centro especializado em reabilitação de PNEs), localizado em Brasília, ficou na ocasião até um tanto apavorado quando conseguiu a vaga por não saber o que encontraria por lá, mas como era para  mudar algo, foi para o Distrito Federal!
             Com esta primeira internação começou a ganhar independência e ficar malandro  e íntimo com a cadeira, não só com ela ,mas com a vida, porque é como se nascesse  novamente, aprender a tocar a cadeira ao invés de trocar passos, vestir roupa, calçar um tênis, higiene pessoal, conhecer aos poucos o corpo novamente e  assim  por diante.
            A partir da ida ao DF, percebeu que não era digno se quer de reclamar  dos empecilhos que a vida o apresentou, porque muitos que estavam lá dariam  tudo para fazer o que faz, ter a família que tem e a saúde que o restou, diria que é uma nova chance que recebeu de viver e passar a dar mais valor a gestos,atitudes e valor dos que conviam com ele.
            Mas como a vida continua........  o negócio é não parar, desde o início da lesão sempre dando continuidade a atividades físicas e antes de fechar dois anos de lesão conseguiu novamente a sua CNH, adaptou um carro com isso se motivando mais a viver. Vendo que nem tudo estava perdido e que podia fazer muitas coisas mesmo não caminhando.
            Disse:No ano de 2009  marcou muito, porque prestei vestibular para o curso de design gráfico em uma universidade que fica a 100 km de casa, por conta da  distância fui morar lá. Experiência fantástica porque para quem tinha comida e roupa lavada e tudo em mãos, tive que me virar, indo somente com duas malas de roupas e as duas cadeiras sem ter lugar certo para morar, consegui mobiliar um quarto, mesmo passando por tremendos momentos  como ficar empenhado com o carro de madrugada na br no meio do nada e que nem celular pega até não conseguir lugar para alugar, mas como todos estamos sujeitos a ter problemas na vida, comigo não poderia ser diferente. Mas só fiquei um ano fora de casa, isso por ter altos custos (mensalidade, aluguel e carro + vida de universitário não é barata não) então voltei para casa. Mas a vida me ensinou muito, me preparou para enfrentar o mundo, sem falar na independência que peguei e com muito orgulho pude falar que consegui me virar um ano fora de casa morando praticamente sozinho.
            Vi que não podia parar, então vamos tentar novamente, bora prestar vestibular de novo, agora em uma cidade vizinha, tri pertinho de casa. Passeiiiiiiiii em Direito, isso só me motivava mais ainda a viver, mas esse curso não parei, já estou na metade e se tudo der certo em breve espero me formar.Maurício Frigo"

             Início da lesão é um tanto complicado para  o próprio lesado e familiares, isso porque não se tem noção e conhecimento sobre o que é uma lesão medular.Ter uma estrutura familiar é metade do caminho andado. E quando entramos no quesito sobre amizades é neste momento que eles fazem a diferença, mas também uma ótima oportunidade de ver quem realmente ta com você nessa situação.
             Em relação a sociedade ou você se insere novamente ou é esquecido, oportunidades e pessoas não batem na sua porta, independente  de seus problemas ou limitações. O país anda a passos lentos, quando se trata de acessibilidade e oportunidades, mas cabe a cada um de nós lutarmos para buscar nossos direitos e  mudanças.
             Hoje se fosse somente querer freqüentar locais com acessibilidade, praticamente não sairia de casa, assim  todo dia é dia se é feito praticamente uma maratona diante de tantos obstáculos que aparecem.
            Aos poucos retorno a rotina com estudos, atividades e lazer que é marcar presença  em grande parte das baladas que acontecem nas noites da serra gaúcha.



            Comparando ao que fazia antes só não estou trabalhando, mas somente para mais alguns meses. Ao meu ver é mais difícil o mercado de trabalho adaptar-se ao portador do que o portador a ele, por conta disso que continuo afastado.
            Grande parte da motivação e força para continuar essa vida vem de familiares e amigos e o restante da motivação são sonhos, metas e objetivos que almejo. É  isso  que me faz crer que não é porque deixei de caminhar que a vida acabou, mas sim vejo como uma nova chance para se viver e mostrar do que sou capaz.
            A vida continua mesmo sendo guiado por rodas............

           
Maurício Frigo,
25 anos
Solteiro
Estudante do curso de DIREITO
Nova Bassano/RS
História Real,
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SUPERAÇÃO, CONHEÇA A HISTÓRIA DE LEANDRO PORTELLA, TETRAPLÉGICO A 13 ANOS



No dia 21 de janeiro de 1999,ao tentar “furar” uma onda em Ubatuba-SP, Leandro Portella, se acidentou gravemente. Sobreviveu, mas perdeu quase todos os movimentos do corpo. Daquele dia em diante, ele entendeu como era a vida de um tetraplégico. Sentir-me útil passou a ser fundamentalmente importante.
Em Dezembro de 2009 ele criou o Blog Ser Lesado para passar sua vivência e experiências com a lesão medular para outros lesados, familiares e profissionais da área.
Assim tentando facilitar a adaptação e melhorar a qualidade de vida do próximo, com essa troca de informações com certeza acaba aprendendo muito e também melhorando minha qualidade de vida.
Devido à lesão medular no nível C3 completa, é tetraplégico completo, com “apenas” movimentos dos ombros para cima.
Nesse tempo descobriu um software que me dá uma independência para navegar na internet, o “Motrix” (comando de voz). Com ele consegue escrever no Blog.

Superação
Às vezes uma mudança drástica em nossas vidas podemos achar que é o fim,mas quando paramos e refletimos percebemos e temos a oportunidade de mudar muita coisa com nossa capacidade superação e de motivar o próximo, mesmo com limitações físicas podemos ajudar quem ainda não descobriu essa força interior, assim essa pessoa também poderá ajudar outras e acabamos criando uma “corrente do bem,'Leandro Portella'


História Real de Leandro Portella
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

MANDE SUA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

VOCÊ QUER VER SUA HISTÓRIA AQUI, SERÁ UM PRAZER, ENVIE CONTANDO DESDE O COMEÇO DE SUA HISTÓRIA, E SE PUDER NOS ENVIE FOTOS TAMBÉM.

EMAIL: mateusgrassi25@gmail.com

                             OU
                  mateusorc@gmail.com

O PORQUE DESTE BLOG

Este Blog tem o Intuito de mostrar Histórias Reais Boas ou Ruins,trazendo em cada uma delas a Reflexão, sempre provando que independente da visão a Superação e Fé  é Real em qualquer tipo de Situação.
Pois só depende exclusivamente de quem vive tal situação, difícil é, mais irá aprender com cada situação aqui mostrada que tem pessoas com problemas piores que o seu e ainda assim a Alegria é o jeito de encarar as coisas,sendo algo triste temos que aprender a conviver com tal situação pois o que é nosso jamais será de ninguém, encara e aceitar é o melhor remédio, pois na vida nem sempre é alegria.

MATEUS GRASSI.